Eu queria ser teu ódio, contado por outra pessoa, porque ser teu amor tá me cansando. E essas histórias absurdas, contadas há um tempo infinito atrás da gente. E se eu quiser ser a tua dor, que vem, afeta e vai embora? Porque ser teu amor arranca o ar que eu puxo pra tentar ser mais compreensiva, me arranca os suspiros que eu eu solto quando penso que não quero ser muito mais do que isso. Suspiros.
Então meu corpo, que ainda é 70% água, volta a tentar se afogar em si mesmo. O ruim é que cê é um rio inteiro, e eu sou aquela borboleta murcha que nem sabe nadar. Mas que nossa, de tão bonito que é o tal rio, se joga, só pela última vez.
Camila B.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Vinte e dois outonos.
Olhos fechados.
E o desejo de que todas essas sombras sejam reflexo de algo que não existe.
O coração que não pulsa, mas palpita, entende que pulsar seria arriscado demais agora.
Com os olhos molhados, tristes como viver uma vida de mentira, metade das coisas incríveis que a vida reserva, se apaga.
E o espelho de repente só mostra o que você gostaria de esconder. São vinte e um outonos, e as folhas às vezes param de cair. Sorte é aceitar essa vaga idéia de completude sem estar completo.
Camila Braga
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Nada.
As nuvens estão sumindo
E um pouco do ar abafado que me esquentava se perdeu
Dizem que 70% do corpo é água
Será que dá pra se afogar em si mesmo?
A saudade e seu saldo sem vencimento
Cuja conta quem paga são os olhos
E o medo de se descobrir desnecessário
Alimenta os soluços secos
O apertar da garganta amarga
As mãos que não conseguem se articular
Procuram as coisas que não podem ser tocadas
E a garganta, que não mais entoa
Pronuncia um ultimo suspiro vago
E se fecha.
E um pouco do ar abafado que me esquentava se perdeu
Dizem que 70% do corpo é água
Será que dá pra se afogar em si mesmo?
A saudade e seu saldo sem vencimento
Cuja conta quem paga são os olhos
E o medo de se descobrir desnecessário
Alimenta os soluços secos
O apertar da garganta amarga
As mãos que não conseguem se articular
Procuram as coisas que não podem ser tocadas
E a garganta, que não mais entoa
Pronuncia um ultimo suspiro vago
E se fecha.
domingo, 13 de outubro de 2013
210.
Eu vejo suas fases acontecendo, e acho até bonitinho.
E não é que seu sorriso não me cause arrepios, é que eu não gosto de arrepios o tempo todo.
E não é que eu queira esquecer, porque as olheiras me lembram todos os dias que você ainda tira minhas horinhas de sono.
E eu não vou mentir, que todos os dias eu conheço pessoas novas por aí, pra ter certeza de que o coração só se aperta com você.
Eu só queria deitar no meu colchão todo marcado antes de dormir, e não sentir um pouquinho dessa sua falta todos os dias.
Eu só queria gostar mais de ver minha sombra nos lugares, gostar mais de mim pra esquecer um pouco de você.
Gostar mais de mim sem todo esse sentimentalismo, sem todo esse excesso de tudo.
Porque uma vez você me disse que tudo em excesso faz mal.
E eu não esqueci.
Porque uma vez você me disse que tudo em excesso faz mal.
E eu não esqueci.
Nota de rodapé: http://www.youtube.com/watch?v=zp0pIn-o-6A
terça-feira, 24 de setembro de 2013
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
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