Cá estou, na imensidão de incabíveis palavras.Tentando inutilmente definir aquilo que claramente não possui definição. Aqui estou, doce pessoa, procurando razões justificáveis o suficiente para não repousar ao lado teu.
E nas confusas palavras que me encontram, procuro sem sucesso, abrigo para um jorro desproporcional de sentimentos tão irrevogáveis.
Cá estou, doce mundo. Impiedosamente tentando não encontrar-me com teu sorriso, que mais se assemelha aos quentes raios do sol do que a uma torpe expressão facial.
Aqui estou, diante da varanda ao amanhecer, esperando que aonde quer que você esteja, o mesmo sol encontre o brilho amendoado dos seus olhos. Procurando entre reconfortantes lembranças, a luz que surge no seu rosto quando você sorri. Buscando esperançosamente imaginar o tom de sua voz sutilmente cuidadosa, quando me chama de menina.
E se por um desumano malefício cada uma de tais memórias sumisse em minha mente, eu precisaria aprender a reescrevê-las novamente de olhos fechados.
E se por um infortúnio cada uma de suas lindas palavras, fosse anulada por ti mesmo, eu, impreterivelmente as encontraria novamente na parte escura do meu coração que ainda pulsa, vacilante.
Então, ao momento que dispensáveis fossem os próprios sorrisos,
já não haveria mais razão para sentir nada.
Camila B.