sábado, 7 de janeiro de 2012

Ser uma princesa...ser um modelo, um exemplo a ser seguido.
Ás vezes não é fácil sorrir, nem levantar o rosto quando tudo o que você gostaria de ser não é humanamente possível.Quando tudo o que gostaria de ter simplesmente... não existe.Quando as sensações que gostaria de sentir são fortes demais para que você aguente.
Olhe para mim, parece que estou de volta.Voltei para a segurança suicida que você me trazia.Sinta minha respiração, agora estou muito perto.Próxima de todas as coisas boas que você deixa em mim, de novo.
E Nesta aventura chamada vida , nunca se sabe onde vai estar amanhã.Maceió, São Paulo, índia, Japão...deitada na cama do quarto olhando para as infiltrações que pairam acima dos seus olhos.
Descobrindo que o mundo pode ser grande, e somos nós que o tornamos pequeno...
Às vezes a segurança está contida em pessoas instáveis e solos movediços.Ás vezes a maior parte do que se procura e chama de completude está em ações inconseqüentes e momentos arriscados.Que se esvaem pelos dedos na mesma velocidade em que vem até nossas mãos.Talvez por serem momentos breves os melhores, talvez por serem estes os suicidas... É que nos deixem felizes. Talvez haja mesmo um tom de tragédia na felicidade. Difícil é correr para a luz, quando não há claridade. Estranho é tentar se entender em lugares incompreensíveis, com pessoas invioláveis... E ainda assim conseguir anunciar que está tudo bem. O modelo, aquele de fábrica... Não pode ser alcançado. Como uma imagem no deserto que nunca é segurada, que nunca é atingida... Só vista, só sentida.

Decidi voltar ao modelo suicida, aquele de quem ama a vida o suficiente para aproveitá-la da forma mais intensa possível. Porque a felicidade, aquela... plena...não nos cabe mais.

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