Prometi não usar seu cheiro
Enquanto não fosse necessário
Prometi guardar suas cartas
no submundo do meu armário
Sem promessa nem aviso
Te escrevi algumas canções
Suas letras não tem nexo
Nicotina
Lamentações
Prometi não ver suas cores
Nas paredes neutras e infiltradas
Prometi esquecer dos olhares
E de todas as frases mal acabadas
Prometi não guardar seus abraços
Prometi não me lembrar do seu tom
Prometi esquecer dos lugares
E de tudo que já foi bom
Prometi absurdos imensos
Que nem mesmo pretendo cumprir
Enquanto olhos escuros são intensos
Promessas simplesmente deixam de existir
Camila Peixoto.
23 de Outubro de 2010
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