sábado, 23 de outubro de 2010

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Prometi não usar seu cheiro

Enquanto não fosse necessário

Prometi guardar suas cartas

no submundo do meu armário



Sem promessa nem aviso

Te escrevi algumas canções

Suas letras não tem nexo

Nicotina

Lamentações



Prometi não ver suas cores

Nas paredes neutras e infiltradas

Prometi esquecer dos olhares

E de todas as frases mal acabadas



Prometi não guardar seus abraços

Prometi não me lembrar do seu tom

Prometi esquecer dos lugares

E de tudo que já foi bom



Prometi absurdos imensos

Que nem mesmo pretendo cumprir

Enquanto olhos escuros são intensos

Promessas simplesmente deixam de existir







Camila Peixoto.



23 de Outubro de 2010

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